Sobre

Sobre a Avaliação da Fauna Paulista

O processo de avaliação de risco de extinção da fauna paulista será realizado entre 2026 e 2028 e contemplará cerca de 4.000 espécies, atendendo à metodologia e aos critérios estabelecidos pela União Internacional para Conservação da Natureza (UICN) e incluindo vertebrados e invertebrados, sendo:

  • Vertebrados: Mamíferos, Aves, Répteis, Anfíbios e Peixes (de água doce e marinha).
  • Invertebrados: Insetos, Crustáceos, Moluscos, Cnidários, Esponjas, entre outros.

É promovido, coordenado e acompanhado pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística — SEMIL, por meio de Grupo de Trabalho instituído pela Resolução SEMIL nº 05/2026.

A avaliação será executada por um Comitê Científico, formado por pesquisadores e especialistas de diversas instituições de ensino e pesquisa públicas e privadas, assim como de órgãos públicos e da sociedade civil.

Caberá à Mater Natura – Instituto de Estudos Ambientais — por meio de contrato via Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa do Agronegócio (Fundepag) — orientar, gerir e sistematizar os resultados desta avaliação, em articulação com o GT da SEMIL e com o Comitê Científico.

Este processo está dividido nas seguintes etapas:

  • elaboração de bases de dados com os registros de ocorrência das espécies de fauna no estado de São Paulo, complementada e validada pelo Comitê Científico;
  • disponibilização desta base de dados em “consultas públicas”, a fim de coletar as contribuições de todas as pessoas interessadas em enviar registros de ocorrência de espécies;
  • produção de mapas com as áreas de extensão de ocorrência (EOO) e área de ocupação (AOO) das espécies;
  • realização de oficinas, junto aos membros do Comitê Científico, voltadas à avaliação do risco de extinção das espécies, a partir da aplicação dos critérios da UICN e posterior validação.

Como funciona a plataforma

A plataforma tem por objetivo coletar as contribuições de todas as pessoas interessadas em enviar registros de ocorrência de espécies, durante a etapa de consultas públicas — sem que haja necessidade de ser um pesquisador científico.

Para realizar estas contribuições é necessário que o novo usuário faça seu cadastro, acessível tanto a partir da página inicial quanto do menu “Acesso à plataforma”. Todo novo usuário começa com o perfil de cidadão. Essa conta é atualizada para a categoria de pesquisador automaticamente assim que os dados do ORCID e do currículo Lattes são preenchidos no perfil. As contribuições feitas por pesquisadores identificados são publicadas de imediato, enquanto os envios dos cidadãos passam por uma etapa de moderação para garantir a máxima qualidade científica.

Cada registro reúne a espécie observada, a localização exata, a data e a forma de coleta ou observação, além de incluir dados sobre o habitat e a ecologia. O formulário é dinâmico e se adapta a cada grupo taxonômico, trazendo perguntas específicas sobre taxonomia, população, história natural, distribuição e possíveis ameaças.

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